Quando vem

Outro dia sonhei com você e eu, uma mesa de bar, um papo descontraído.

Teria sido mais um dos meus muitos sonhos de saudade não fosse por um detalhe que permaneceu comigo mesmo depois de acordar:

Não tínhamos pressa.

Conversávamos com a tranquilidade de quem se vê diariamente e brindávamos à coisa nenhuma. A certeza do cotidiano simbiótico nunca fora tão indescritivelmente apaziguadora.

Me lembro de, no suspiro daquele sonho-entre-acordar, sorrir.

Para no instante seguinte sentir o aperto do vazio no peito - naquele dia, especialmente mais forte que o normal - e começar mais um dia sem você por perto.